Breve história

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A Escola Martim de Freitas foi criada em 1971 com a designação de Escola Preparatória Martim de Freitas, e passou a ter ensino unificado em 1983 e a C+S em 1988, passando a ter a designação de EB2.3 em 1998.

Funcionou até 1984 em estruturas pré-fabricadas, em terrenos contíguos à actual piscina de Celas. Em Outubro de 1984 iniciou-se a transferência para as actuais instalações, que se concluiu definitivamente ao longo do ano lectivo 1984/85.

Entre 1996/97 e 2002/03 foi Escola sede do TEIP, que integrou as Escolas do 1º Ciclo, n.º5 (Celas) e Escola n.º39 (Montes Claros). Em1993 ficou concluída a construção do bloco E e do pavilhão gimnodesportivo.

A Escola é composta por 6 blocos de edifícios, um anexo e um pavilhão gimnodesportivo. Em todos os blocos funcionam actividades lectivas, com excepção do bloco R. No Bloco A, para além de um Gabinete de Apoio a alunos com NEE, existe também um Gabinete de Apoio Informático. No Bloco C funcionam o Conselho Executivo, os Serviços Administrativos, o Centro de Formação Coimbra Norte, a Sala de Estudo, a Biblioteca, o Gabinete de Primeiros Socorros e o Gabinete de Intervenção Disciplinar (GID). O Bloco D, além das salas de aula, dispõe ainda de duas salas de Directores de Turma, um Gabinete de Trabalho, uma Sala de Informática, Sala de Professores, Reprografia e Bar de Professores. No Bloco E, além das salas de aula, encontram-se os laboratórios de Física e Química e Ciências, uma sala de Informática e um Laboratório de Matemática. No Bloco E foram criadas também duas unidades TEACHH, destinadas a alunos com espectro de autismo. No Bloco R situa-se a Cantina, a Sala de Alunos, a Papelaria, a Sala de Pessoal Não Docente e um Gabinete de trabalho para professores.

Desde Julho de 2003 passa a Agrupamento de Escolas Martim de Freitas e a ser constituído pela E.B.2/3 com o mesmo nome, E.B.1 de Montes Claros, E.B.1 de Santa Cruz, E.B.1 dos Olivais, E.B.1de Celas, E.B.1 da Conchada, E.B.1 de Coselhas, a EB1 do Hospital Pediátrico.

A partir do ano lectivo 2008/2009, o Jardim de Infância dos Olivais e o Jardim de Infância de Montes Claros, passaram a fazer também parte deste Agrupamento.

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Martim de Freitas foi Alcaide de Coimbra (sec. XIII),no tempo de D. Sancho II. Quando o futuro D. Afonso III entrou em Portugal (1246) com intenções de depor seu irmão D. Sancho II, conforme encargo papal (Inocêncio IV) que trazia de Roma, muitos castelos entregaram-se-lhe sem luta. Alguns, porém, fiéis aos juramentos prestados a D. Sancho II, resistiram até estarem perdidas todas as esperanças. De uns e outros nos ficaram inúmeros documentos comprovativos, especialmente dos primeiros, nas Cantigas de escárnio e maldizer. Dos segundos, é paradigmática a figura do alcaide-mor de Coimbra, o célebre Martim de Freitas.

Deposto, D. Sancho partiu exilado para Castela (1247), onde veio a falecer mais tarde (4 de Dezembro de 1248) sendo sepultado na Catedral de Toledo.

O conde de Bolonha, D. Afonso, pusera cerco a Coimbra, que teimosamente recusava render-se. Como em muitos outros lugares, foram feitas inúmeras promessas ao alcaide-mor, Martim de Freitas, a fim de entregar a cidade. Porém, nem as promessas nem os combates conseguiram reduzir os cercados, que, apesar das privações, resistiram largo tempo. Um dia chegou a notícia da morte de D. Sancho II, único modo de quebrar a resistência do alcaide. Mas Martim de Freitas não quis entregar-se assim de boa-fé. Saiu do castelo, pediu um salvo-conduto a Afonso de Bolonha, atravessou o cerco e dirigiu-se a Toledo: era necessário certificar-se da notícia. Ali, segundo a tradição, conseguiu que abrissem o túmulo do rei e reconhecendo no cadáver os traços do senhor a quem jurara fidelidade, certificou-se da verdade. Pegou na chave da cidade que tinha a seu cargo defender de qualquer inimigo, pousou-a nas mãos do cadáver real e tornou a tomá-la. Voltou a Portugal e pôde então entregá-la a Afonso III, sem perigo de quebra de juramento, uma vez que se desobrigara da sua palavra. Depois, abriu as portas de Coimbra e deixou que penetrasse na cidade o exército do novo rei. Este, admirado com tal prova de fidelidade, pediu-lhe que conservasse a alcaiadaria da cidade, ao que Martim de Freitas respondeu, negando, que amaldiçoava qualquer dos seus descendentes que recebesse castelo de algum rei e por ele prestasse menagem.